
O impasse envolvendo o convênio SUS da Santa Casa deixa isso evidente.
Responsável por mais de 80% das internações do município, a Santa Casa foi ignorada por meses nas negociações do convênio de 2026. A proposta da Prefeitura só chegou em janeiro, de forma apressada e sem debate técnico. E os números chamam atenção.
O repasse mensal, hoje em torno de R$ 958 mil, cairia para R$ 326 mil — uma redução de quase 66%. Para um hospital filantrópico que atende majoritariamente SUS, isso não é ajuste: é ameaça de colapso.
Mesmo com aumento expressivo de produção — as cirurgias saltaram de 523 para 806 em um ano — o hospital segue operando no vermelho. Em 2024, gastou R$ 1,70 para cada R$ 1,00 recebido; em 2025, R$ 1,30. A conta não fecha porque a tabela SUS está defasada há 18 anos.
Ao tentar transferir o risco financeiro para a Santa Casa, o município se afasta de sua responsabilidade constitucional. A decisão do hospital de não assinar o convênio foi um alerta, não um rompante.
Quando a gestão falha nas escolhas, quem paga o preço não é o gabinete. É a população.
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