
Ela gerava muitos frutos e pelo visto, também muitas histórias:
“Crime ambiental...essa mangueira tem aproximadamente 90 anos, plantada pelo patriarca da família Transousa, o Sr. Benedito Teodoro de Sousa quando este trabalhava para o Sr. Nenê Pereira Lima. Não estão cortando apenas uma mangueira, estão cortando uma história!”, relatou um cidadão em um dos muitos comentários em uma enxurrada de insatisfação que inundou as redes sociais nos últimos dias.
A derrubada de uma mangueira de grande porte na última terça-feira (17) , no bairro Nenê Pereira Lima, em Mococa, gerou indignação entre moradores.
Segundo informações divulgadas apenas em redes sociais, a árvore foi removida para a construção de uma nova unidade de saúde, mas a decisão dividiu opiniões e levantou questionamentos sobre a falta de diálogo com a comunidade.
Segundo relatos publicados por moradores, a mangueira teria aproximadamente 90 anos e fazia parte da história do bairro. “Não estão cortando apenas uma mangueira, estão cortando uma história”, escreveu uma moradora, ao afirmar que a árvore teria sido plantada ainda na época em que a área era sítio.
Outro comentário destacou: “ficou muito triste aqui, mudou totalmente esse pedacinho do nosso nenê, aqui estamos todos devastados, sem contar que nunca mais vamos ter uma sombra tão abençoada por Deus, eu moro bem de frente e de esquina, trabalhava o dia todo olhando para aquela linda Árvore que era também uma Árvore frutífera e abençoada por Deus, muito triste poderiam pensar melhor, até porque tem outros lugares que poderiam fazer esse Nai, sem precisar destruir uma Árvore que tinha vida, frutos, sombra, referências e muito história, Aqui desse lado do Nenezinho estamos todos arrasados”. Também houve críticas quanto à legalidade e à coerência da decisão. “Nós moradores precisamos pedir autorização para cortar árvore na calçada e podemos ser multados. E o Executivo corta e não fala com ninguém. Como fica isso?”, questionou um internauta.
Parte da população argumenta que já existe um NAI no bairro, a poucos metros do local onde a mangueira foi retirada e que o local precisa também de atenção pois sua estrutura está precária, para se ter noção do “descuido” nem mesmo a placa que identifica o bairro recebia manutenção, foi corroída pelo tempo e ficou ali mesmo aos pedaços. É só uma placa de identificação, sim. Mas seria a pequena ponta do Iceberg pois ela representa muito mais que uma “identificação”. “É só reformar o já existente e, se necessário, ampliar”, comentou outro morador. Houve ainda comparações com obras anunciadas anteriormente que não saíram do papel, como o Centro de Hemodiálise.
Se parar para pensar, a pergunta é: O que será feito deste imóvel, ficará a “Deus dará” como tantas outras obras como a UPA e o imóvel que seria um Centro de Idosos na Cohab II praticamente as margens da SP 340?
Em vídeo publicado nas redes sociais, o vice-prefeito César Greghi, o “Batata”, informou que o município recebeu recurso do governo federal específico para a construção de uma nova unidade e que o valor não pode ser utilizado para reforma. Segundo ele, o projeto segue um modelo técnico pré-definido e o local escolhido atendeu às exigências estruturais previstas.
“Veio um recurso do governo federal para a construção de um novo Nai. Não pode se usar esse dinheiro para reforma. Então, por isso que o Nai vai ser construído ali atrás aonde era a mangueira. Uma análise não achou um outro espaço porque vem o projeto pronto do governo, então tem que respeitar aquele projeto. E o projeto encaixou naquele lugar que tem que ter infraestrutura etc. O projeto encaixou naquele lugar, por isso da retirada da mangueira, a gente sabe que ninguém queria retirar uma mangueira histórica mas a gente também tem que ver o outro lado né a benfeitoria e a população vai ter”, explicou.
Mesmo com a explicação, o caso segue repercutindo e reacende o debate sobre planejamento urbano, preservação ambiental e participação popular nas decisões do poder público.


“Cresci debaixo dessa arvore. Visitando meus pais esse fim de ano eu corria pra la quando dava vento forte pra pegar manga. Nunca provei manga igual! Vi com meus proprios olhos o quanto a arvore ainda estava saudável. Crime ambiental e também crime contra a população que usufria do ar fresco, das frutas, da sombra, das memórias… quem tomou essa decisão deve se sentir envergonhado!!!!”, comentário retirado da rede social, manifestando pesar pelo corte da árvore.
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