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Nova regra do Pix promete mais segurança e dificulta ação de golpistas

O Banco Central começou a implementar, nesta segunda-feira (24), uma mudança importante no sistema de pagamentos instantâneos Pix.

Redação
Por: Redação
26/11/2025 às 08h57 Atualizada em 26/11/2025 às 09h26

A atualização amplia o alcance do MED (Mecanismo Especial de Devolução), permitindo rastrear valores mesmo após serem transferidos para outras contas — uma estratégia comum usada por golpistas para dificultar o bloqueio do dinheiro.

Criado em 2021, o MED atuava apenas sobre a primeira conta que recebia o Pix fraudulento. Agora, com a nova regra, bancos e instituições financeiras passam a compartilhar informações entre si, podendo bloquear valores que tenham circulado por várias contas depois da fraude. O objetivo é aumentar as chances de recuperar o dinheiro do usuário prejudicado.

Com a mudança, a devolução poderá ser autorizada em até 11 dias após o registro da contestação. A adesão ainda é opcional, mas se tornará obrigatória para todas as instituições em 2 de fevereiro de 2026.

O Banco Central reforça que o mecanismo só será aplicado em situações de fraude comprovada ou erro operacional das instituições financeiras. Casos como desacordos comerciais, conflitos entre pessoas de boa-fé ou transferências erradas por culpa do pagador continuam fora da cobertura do MED.

A atualização faz parte de um pacote de medidas para aumentar a segurança do Pix, que hoje é o meio de pagamento mais utilizado no país. O BC orienta que as instituições adotem o novo procedimento desde já, como forma de ampliar a proteção aos usuários e reduzir prejuízos causados por golpes.

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