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Feira de Ciências transforma escola de São Benedito das Areias em um universo de descobertas

Estudantes da E.E. Benedito Ferraz Bueno apresentaram experimentos que envolveram química, astronomia, biomas, magnetismo e termodinâmica em uma manhã dedicada ao conhecimento.

05/12/2025 às 16h16
Por: Michelle Oliveira
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Feira de Ciências transforma escola de São Benedito das Areias em um universo de descobertas

O distrito de São Benedito das Areias, em Mococa (SP), viveu uma manhã diferente na última quinta-feira (04). Corredores e salas da Escola Estadual Benedito Ferraz Bueno se transformaram em vitrines de experiências científicas conduzidas pelos próprios estudantes, que assumiram o papel de mediadores de conhecimento na tradicional Feira de Ciências da instituição de ensino.

“Eu acho que a primeira coisa é fomentar essa referência dos alunos pela ciência, trazer da teoria para a prática, essa integração entre os alunos e também, principalmente, a trazer a comunidade para vir para a escola e ver o trabalho dos seus alunos, dos seus alunos está desenvolvendo aqui dentro”, destacou o Diretor da escola, Diogo Carneiro reforçando o objetivo da iniciativa.

A mostra começou com os experimentos do 6º ano, que apresentaram reações químicas simples — como mudanças de cor, liberação de gás e transformação de materiais. A proposta, segundo professores, é aproximar o conteúdo da vida cotidiana e mostrar que a química não está restrita a laboratórios, mas ao ato de cozinhar, oxidar metais ou misturar substâncias presentes em casa.

Logo adiante, o 7º ano deu um passo para dentro das ciências da Terra. Em maquetes de biomas e simulações de vulcanismo, os alunos reconstruíram ambientes naturais e demonstraram como fenômenos geológicos moldam o planeta. A erupção simulada, preparada pelos próprios estudantes, foi um dos pontos mais disputados pelos visitantes.

O magnetismo ficou nas mãos do 8º ano, que montou estações interativas para explicar a atração entre ímãs, a formação de campos magnéticos e o uso do fenômeno em equipamentos modernos — de motores a alto-falantes. A ideia foi mostrar que, apesar de invisíveis, essas forças sustentam parte relevante das tecnologias usadas diariamente.

Em outra sala, o 9º ano levou o público para fora da Terra. Painéis, maquetes e pequenas demonstrações recriaram o sistema solar, explicaram eclipses e apresentaram características de planetas e estrelas. Foi a área mais procurada por pais e estudantes do fundamental, interessados em observar fenômenos que, normalmente, exigem telescópio ou conhecimento técnico.

Entre os alunos mais velhos, o 1º ano do Ensino Médio assumiu a responsabilidade de explicar princípios da óptica geométrica. Experimentos com lentes e espelhos revelaram a formação de imagens e o comportamento da luz. Uma das demonstrações mostrou como o olho humano registra imagens invertidas antes de o cérebro reorganizá-las.

O circuito foi encerrado pelos 2º e 3º anos, que abordaram a termodinâmica por meio de experimentos sobre energia e materiais condutores. Em uma das bancadas, uma lâmpada acendia apenas com o toque do aluno sobre chapas metálicas, evidenciando diferenças de condução térmica e elétrica.

Para a comunidade escolar, a feira funciona como um elo entre sala de aula e realidade. A cada edição, pais e moradores do distrito acompanham as apresentações e avaliam o desenvolvimento dos estudantes. Para os professores, a atividade consolida a proposta de ensino por investigação, em que o aluno testa hipóteses, monta experimentos e apresenta conclusões.

“Hoje, acompanhei meus filhos trilhando o mesmo caminho, o que me enche de orgulho. Observei a dedicação e a forma como aprenderam e se dedicaram. Valeu a pena, dedicamos um tempo a isso, e somos uma equipe que se orgulha do resultado”, comentou a dona de casa Camila Cassiano que já foi aluna na escola.

A edição deste ano confirmou esse protagonismo ao permitir que cada turma escolhesse a forma de apresentar seu conteúdo — seja por meio de experimentos, maquetes, jogos didáticos ou simulações. No fim do projeto, a percepção geral entre visitantes e docentes era unânime: quando a ciência ganha espaço para ser vivida, e não apenas lida, o aprendizado se torna mais significativo.

 

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